Naviraí, Segunda   19 de Novembro de 2018

07/11/2018


Ruralistas indicam, e Bolsonaro anuncia Tereza Cristina como ministra da Agricultura

Deputada do DEM e atual presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, ela manifestou apoio a Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Tereza Cristina é engenheira agrônoma.

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

Atual presidente da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso Nacional, conhecida como a bancada ruralista, Tereza Cristina foi indicada pela FPA para o cargo. Ela é engenheira agrônoma e empresária.

O anúncio foi feito após Bolsonaro e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), se reunirem em Brasília com parlamentares da FPA. O encontro aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição.

Além de Tereza Cristina e Onyx Lorenzoni, ambos do DEM, outros quatro ministros também já foram anunciados:

 

 

Jair M. Bolsonaro
 
@jairbolsonaro
 
 

Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura.

 

No Congresso, Tereza Cristina foi uma das principais defensoras do projeto que muda as regras no registro de agrotóxicos.

A futura ministra está no primeiro mandato como deputada e, durante a campanha eleitoral, manifestou apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência.

No Mato Grosso do Sul, ocupou o cargo de gerente-executiva em quatro secretarias: Planejamento, Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo.

Também exerceu os cargos de diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e diretora-presidente da Empresa de Gestão de Recursos Minerais.

 
 
 
 
Tereza Cristina vai assumir Ministério da Agricultura
Jornal GloboNews edição das 18h
 
 
 
 
 
 
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Tereza Cristina vai assumir Ministério da Agricultura

Tereza Cristina vai assumir Ministério da Agricultura

 

Filiação ao DEM

 

Antes de se filiar ao DEM, Tereza Cristina integrava o PSB, partido do qual foi líder na Câmara.

Em abril, foi destituída da direção estadual do PSB após votar a favor da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer, contrariando a orientação da sigla.

Em agosto, voltou a contrariar o PSB ao votar contra o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer. Pediu desfiliação do partidoantes de ser expulsa pela direção nacional do PSB.

 

Repercussão

 

Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno comentou a escolha de Tereza Cristina em entrevista no centro de transição.

Ele destacou que "não pesou" na escolha o fato de a parlamentar ser mulher (a primeira ministra do futuro governo). O diferencial, segundo ele, foi a "competência" de Tereza.

Questionado se Bolsonaro aceitou a indicação da bancada ruralista em busca de maioria no Congresso, já que Tereza lidera o grupo, Heleno negou que a escolha tenha partido de uma indicação política.

"Não é indicação política, ninguém pediu pela deputada Tereza Cristina. Ele [Bolsonaro] chegou à conclusão de que ela é capacitada para ser ministra da Agricultura. Fatores políticos vêm depois, não tem como separar as coisas", declarou.

 

Frente Agropecuária

 

 

Após Bolsonaro anunciar Tereza Cristina como ministra, a Frente Parlamentar Agropecuária divulgou a seguinte nota:

Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estiveram reunidos, hoje, com o Presidente da República eleito Jair Bolsonaro.

A bancada, após consenso entre parlamentares e entidades representativas da Agropecuária, sugeriu o nome da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), presidente de FPA, para o Ministério da Agricultura.

Jair Bolsonaro aceitou a indicação e confirmou o nome da deputada Tereza Cristina para assumir a pasta.

Fonte: G1

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